A pitada que faltava, ervas e especiarias!

A pitada que faltava, ervas e especiarias!

Cozinhar peixes e frutos do mar é ótimo! Há muitas opções, sejam peixes, camarões, berbigão, ameijoas, mexilhões – a lista é infinita. A melhor coisa é que geralmente são preparados de maneira muito simples. E ainda, os peixes e o marisco têm um tempo de cozedura muito rápido, o que os torna práticos para qualquer refeição durante a semana e se foram congelados ainda se torna mais rápido porque estão limpos e na maior dos casos não tem as indesejáveis espinhas. Se está a procurar novas maneiras de dar sabor aos seus frutos do mar favoritos, existem muitas especiarias, ervas e temperos para dar um sabor incrível a todos os tipos de peixes e crustáceos.

 

Aqui estão as melhores ervas e especiarias para usar nas suas receitas com frutos do mar e peixe:

 

Estragão

 

Existem três tipos principais de estragão: o francês, o russo e o mexicano, embora os dois primeiros sejam os mais usados. O estragão francês tem um sabor suave, delicado e doce, enquanto a variedade russa tem um sabor mais forte e picante. A erva tem gosto semelhante ao do alcaçuz e tem um sabor refrescante, mas quente. Adicione-o a molhos para colocar sobre o peixe (especialmente peixes gordurosos como o salmão), molhos para saladas de frutos do mar ou numa torta de peixe. O sabor é bastante intenso, então use com moderação.

 

Salsa

 

Esta erva tem um sabor limpo, terroso e ligeiramente apimentado que ajuda a equilibrar os pratos de peixe. A salsa tem um efeito decorativo fantástico e pode ser polvilhada sobre qualquer tipo de marisco. Funciona particularmente bem com limão e costuma ser usado como molho de manteiga. Também pode adicionar folhas de salsa frescas numa massa de frutos do mar ou em ensopados e guisados.

 

Cebolinho

 

Outra ótima erva que acompanha o peixe é o cebolinho. O sabor é ligeiramente parecido com o da cebola e tem um toque de alho. O cebolinho funciona particularmente bem com sumo de limão e manteiga, bem como marinadas, manteigas e como guarnição sobre os peixes grelhados. Também combinam muito bem com outras ervas como estragão, salsa e cerefólio. O cebolinho também é uma boa opção se quer dar um toque de cor ao seu prato!

 

Aneto

 

Também conhecida como o endro, é uma das melhores ervas para acompanhar o marisco. Frequentemente usada como guarnição, esta erva emplumada tem um sabor delicado que funciona bem para realçar o sabor de peixes e frutos do mar. Polvilhe endro fresco sobre o salmão grelhado, amasse com manteiga ou azeite para derreter sobre um filete de peixe ou use endro seco para temperar com molho de limão. Também pode usar sementes de endro, que têm um sabor limpo e picante. Polvilhe sobre caçarolas ou frutos do mar grelhados.

 

 

Paprica defumada

 

Quer saber qual é a diferença entre paprica defumada e paprica? É muito simples – mas faz toda a diferença quando se trata de sabor. Em vez de pimentas secas normais, a paprica defumada usa pimentas que foram desidratadas, dando ao tempero um adorável sabor amadeirado. É um dos principais temperos da paella espanhola. Ao saltear mariscos, polvilhe um pouco de paprica defumada para obter um molho rico e defumado. Também é ótimo para ensopados, massas de peixe e num molho para peixes fritos na frigideira.

 

Gengibre

 

Esta especiaria aromática, pungente e ligeiramente picante é um excelente complemento para tantos pratos de marisco diferentes.  As raspas funcionam bem com sabores doces e salgados. Peixe a vapor e ao lado de gengibre, cebolinha e molho de soja para uma refeição de inspiração asiática. Junte o gengibre, o alho e a pimenta numa frigideira com camarão e terá um acompanhamento fácil, mas delicioso. Para um prato simples, mas saudável, experimente adicionar gengibre e tomate a um ensopado de peixe, sabe especialmente em dias mais frescos.

 

Açafrão

‘Primo’ próximo do gengibre, o açafrão tem um sabor rico, quente e aromático. Também confere aos pratos uma bela cor amarelada / alaranjada. Embora a curcuma moída seja mais usada na culinária, é possível usar raiz de curcuma fresca. Use-o da mesma forma que faria com gengibre fresco – ralado ou amassado num pilão ou almofariz. Adicione o tempero a caril, ensopados de peixe e molhos.

 

Cominho

 

Este tempero quente e terroso tem doçura e amargura. É frequentemente usado em pratos indianos, mexicanos e do Oriente Médio. Para um prato simples e descomplicado, acrescente cominho ao tomilho, colorau e pimenta-limão para esfregar as especiarias antes de fritar os filetes de peixe. Adicione cominho às marinadas e aos caldeirados e ensopados de peixe. Também pode combinar cominho com outros sabores como alho, coentros e pimenta em pó.

 

Canela

 

Nós sabemos o que está a pensar. Canela com peixe? Sim! Quer seja moída ou inteira, essa especiaria funciona muito bem e, talvez surpreendentemente.  Use canela em pó no refogado para iniciar um estufado de peixe. Para um acompanhamento que toda a família vai adorar, experimente adicionar canela aos ingredientes nas postas de peixe.

 

E para o fim fica o tempero para quem não gosta de arriscar! Limão, salsa e pimenta branca fica bem com qualquer peixe ou marisco na frigideira ou no forno.

 

Fonte: seasonedpioneers

Bacalhau o nosso ‘fiel amigo’

Bacalhau o nosso ‘fiel amigo’

O povo Viking desbravou as águas e descobriu o bacalhau, que na falta do sal, deixavam o peixe a secar ao ar livre, dispostos nos barcos. Mas os Portugueses foram os heróis que deram a conhecer ao mundo esta iguaria e até faz parte da identidade do país por estar tão enraizado na cultura portuguesa.

Os portugueses viram o bacalhau como o peixe ideal para resistir a longas travessias na época dos Descobrimentos. Também por esta altura surgiu a cura tradicional portuguesa, isenta de substâncias químicas, mas que preservava as propriedades nutricionais do peixe e dava-lhe um sabor exclusivo.

 

Curiosamente, a pesca do bacalhau começou no Canadá. Na tentativa de encontrar a contra costa das Índias, os Portugueses navegavam para oeste deparando-se com a “Terra Nova” e a Gronelândia, acredita-se mesmo que os Portugueses começaram a pescar bacalhau na “Terra Nova” por engano. Mas foi sol de pouca dura e no século XVI as tripulações Portuguesas são praticamente expulsas da Terra Nova por Corsários Ingleses e Franceses, sendo a pesca então dominada por eles.

Entretanto, o consumo do bacalhau salgado seco generalizou-se durante o século XVII e, até ao século XX, consumia-se o chamado “bacalhau inglês”.

Só em 1835 é que Portugal colocou as frotas a caminho, ainda com momentos muito atribulados para o negócio. Mas nas décadas de 1950 e 1960 assinalou-se o pico da captura da frota bacalhoeira portuguesa, aumentando cerca de 60% da produção do bacalhau que se consumia, face ao ano anterior.

Estávamos em pleno Estado Novo e depois de várias lutas e testes à resiliência aos homens do mar, Portugal aposta na qualidade do produto. Alcançou o primeiro lugar na produção em 1958, entre pescas na Terra Nova, Noruega e Svalbard, e afirmou-se no mercado internacional.

O último ano em que uma frota de bacalhoeiros parte para a Terra Nova foi em 1974, ano que coincide com a queda da ditadura em Portugal. Também houve mudanças no direito do mar e outros problemas já na década de 60.

Nos dias de hoje, 70% do Bacalhau que consumimos vem da Noruega e 20% da captura mundial de Bacalhau.

Apesar de ser ‘Bacalhau’ para os povos de língua portuguesa; ‘Stockfish’ para os anglo-saxônicos; ‘Baccalà’ para os italianos; ‘Bacalao’ para os espanhóis; ‘Morue’ para os franceses e ‘Codfish’ para os ingleses’; este peixe esteve sempre presente, em momentos muito difíceis e outros muito bons, ao longo da história de Portugal e por isso, tem a alcunha de fiel amigo.

Sabia que existem 1001 maneiras de confecionar bacalhau?

 

A riqueza do bacalhau na gastronomia portuguesa é tão abundante e ao longo de tantos anos, que se diz que há pelo menos uma receita de bacalhau para cada dia do ano.

 

O bacalhau é de fácil digestão e apresenta uma elevada riqueza de proteínas de alto valor biológico, de minerais como o iodo, fósforo, sódio, potássio, ferro e cálcio, tal como vitaminas do complexo B.

Trata-se de um peixe magro, fonte de ácidos gordos polinsaturados, destacando-se pelo ómega 3, representando um papel importante como protetor para o sistema cardiovascular, preventivo para o cancro e promotor do desenvolvimento do sistema imunológico.

De acordo com a Direção-Geral da Saúde, o bacalhau é um peixe magro (0,1% da DDR por 100g), fonte de ácidos gordos polinsaturados, destacando-se pelo ómega 3. O fígado deste peixe é o principal reservatório de gordura, de onde se extrai o conhecido óleo de fígado de bacalhau, muito útil na prevenção de uma série de doenças. Também é rico em proteína de alto valor biológico, com quantidades apreciáveis em vitamina D, fósforo, potássio e magnésio. O bacalhau é particularmente rico em selénio, que integra diversas enzimas com capacidades de proteção das células do organismo contra os radicais livres de oxigénio.

O Bacalhau à Zé do Pipo, o Bacalhau à Brás, o Bacalhau Espiritual e o à Gomes de Sá, Bacalhau à Lagareiro e o Bacalhau com Broa, os Bolinhos de bacalhau e as famosas Pataniscas de Bacalhau são exemplos de receitas típicas portuguesas. Ainda hoje fazem parte da identidade portuguesa, encontrando-se em vários livros de cozinha e que passam de geração em geração.

Habitualmente, os acompanhantes deste peixe, são o azeite, que lhe acrescenta os ácidos gordos essenciais e realça o sabor, a batata e o grão, fontes de hidratos de carbono e energia, e ainda as couves e outros hortícolas como a cenoura, ricas em fibras alimentares, vitaminas e minerais. Esta combinação representa um equilíbrio interessante e é uma boa sugestão para um prato saudável.

 

Sustentabilidade Ambiental

Sustentabilidade Ambiental

De acordo com a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU), sustentabilidade ambiental consiste em atuar de forma a garantir que as gerações futuras tenham os recursos naturais disponíveis para viver de forma igual, se não melhor, às gerações atuais.

Uma caminhada na praia ou uma caminhada nas nossas florestas são exemplos perfeitos de sistemas sustentáveis.

Sem os recursos naturais, que incluem água, o oxigênio, minérios, solo, a energia e calor do sol, as florestas, os animais o homem não pode viver. E por isso podemos medir a essencialidade de manter esses recursos de maneira sustentável.

Todos nós temos um papel para garantir a sustentabilidade ambiental e já começamos a aplicar. O consumo de produtos naturais, evitar consumir excessivo de produtos químicos, reutilizar embalagens, separar o lixo e incentivar a reciclagem, utilizar transportes menos poluentes, ensinar as crianças e jovens com uma educação ambiental adequada, são algumas ações.

Enquanto indivíduos podemos agir, no entanto, as organizações devem contribuir para a causa em maior escala:

  • Gestão consciente do material como aliada na gestão financeira interna.
  • Reavaliar os setores econômicos – pesca sustentável, construção verde, agricultura sustentável ou práticas de trabalho, como arquitetura sustentável
  • Aproveitamento dos recursos naturais: tecnologias verdes, energias renováveis e etc
  • Fazer ajustes nos estilos de vida individuais de todos os colaboradores
  • Reciclagem de material no ambiente corporativo e um descarte do lixo de maneira responsável.

Queremos ser importantes influenciadores na vida dos nossos clientes e futuras gerações alterando a realidade da Congelados Moreira para promover maior sustentabilidade ambiental.

Estamos a alterar a nossa empresa:

– Colocação de painéis solares em todas as nossas fábricas

– Colocação de gases, nas nossas câmaras frigoríficas, com poluição zero através da nova tecnologia Co2.

– Consciencialização ambiental com os nossos colaboradores

O progresso é contínuo e outras medidas estão a ser estudadas.

Pesca sustentável é nossa matéria prima

Pesca sustentável é nossa matéria prima

A pesca sustentável permite a manutenção da vida selvagem no oceano e na água doce para o futuro. Os ambientes aquáticos são a casa de inúmeras espécies de peixes e invertebrados, muitos dos quais são consumidos como alimento, (outros são colhidos por razões econômicas, como as ostras que produzem pérolas usadas na joalheria). Os frutos do mar são respeitados em todo o mundo, nas mais diversas culturas, como importante fonte de proteínas e gorduras saudáveis. Por milhares de anos, as pessoas pescaram para alimentar famílias e comunidades locais.

A elevada procura de peixe e os avanços na tecnologia levaram a práticas de pesca que estão a comprometer a quantidade das populações de peixes e crustáceos em todo o mundo. Estima-se que são pescados mais de 77 bilhões de quilos de vida selvagem do mar a cada ano. Os cientistas temem que ao continuar a pescar neste ritmo, num futuro próximo possa resultar num colapso da pesca mundial. Para continuarmos a usufruir desta importante fonte de alimento, é urgente acionar práticas de pesca sustentáveis.

A pesca sustentável permite o respeito do ecossistema, o princípio é deixar peixes suficientes no mar para que possam continuar a sua reprodução e garantir a subsistência das pessoas que dependem da pesca.

A sustentabilidade de uma pescaria é um processo contínuo e queremos que seja garantida o prolongamento da área de negócio para que também possamos assegurar a qualidade do nosso produto e atender as necessidades dos nossos clientes.

As tecnologias inovadoras e o conhecimento científico estão a aumentar e assim são desenvolvidas novas maneiras de conservar os recursos marinhos para as gerações futuras.

Só nosso  peixe é proveniente de pesca sustentável!

Sabe quais os peixes mais indicados para a grávida?

Sabe quais os peixes mais indicados para a grávida?

Hoje comemora-se o Dia da Grávida!

Nesta fase da vida deve-se ter outros cuidados e prestar atenção no que ingere para que tudo corra bem. Por isso deixamos-lhe aqui algumas indicações dos peixes que deve ou não comer.

O peixe faz parte de uma alimentação saudável do nosso dia a dia, portanto recomenda-se que inclua no seu menu semanal de 2 a 3 vezes por semana, fresco e/ou congelado, grelhado ou assado (de preferência). São ótimas fontes de fósforo, proteína e ômega 3, que é um tipo de gordura boa para o organismo que auxilia no processo de desenvolvimento neurológico da criança.

Os Peixes e marisco mais indicados na gravidez

Alguns peixes e marisco mais recomendados para consumir durante a gestação são:

  • Salmão;
  • Sardinha;
  • Linguado;
  • Perca;
  • Pescada;
  • Camarão;

 

Durante a gravidez, evite um consumo exagerado de peixes com elevado teor de metais pesados (peixe-espada, cação, cavala e atum), peixe fumado e marisco, bem como peixe proveniente de rios contaminados.

A ingestão semanal de 360 g de peixe ou marisco com baixo teor de mercúrio (salmão, camarão, escamudo e robalo) é segura.

 

Cuidados a ter com marisco e peixe na gravidez

Peixe e marisco deve ser bem cozinhado

Evite peixe cru ou mal confecionado.

Tal como para o peixe, deve sempre assegurar-se de que o marisco está bem cozinhado e se não conseguir ou não souber determinar o seu grau de preparação evite a sua ingestão.

Evite o marisco que tem concha e também deve ter também cuidado com os mexilhões, chocos, polvo ou lagostins.

A principal razão para estes cuidados deve-se à presença de salmonela em alimentos crus, uma vez que esta pode originar intoxicações alimentares.

Optar por peixe congelado

Não é uma regra geral, mas muitas vezes o peixe congelado oferece mais segurança porque as temperaturas de congelação destroem alguns micro-organismos.

Contudo, não diminua os cuidados na preparação e confeção apenas por ser peixe congelado. É essencial que todos os alimentos sejam preparados a altas temperaturas para garantir que estão bem cozinhados aquando da sua ingestão.

Cuidado no armazenamento

O peixe e o marisco devem ser sempre armazenados no frio para prevenir que haja desenvolvimento de micro-organismos ou agentes patogénicos.

Prevenir a contaminação

A higienização das mãos é crucial e não usar os mesmos utensílios (por exemplo, facas e tábuas) para preparar o peixe ou marisco cru e, posteriormente, cozinhado sem que estes sejam bem limpos.

Este artigo não dispensa o aconselhamento com o seu profissional de saúde.

Informem-se corretamente e desfrutem!

A sardinha é o peixe mais popular das festas e arraiais de Verão!

A sardinha é o peixe mais popular das festas e arraiais de Verão!

De nome científico Sardina pilchardus, da família Clupeidae, não deve faltar à nossa mesa. Tem um corpo alongado com uma cor azul-prateada e é encontrada no Atlântico Nordeste e Mar Mediterrâneo, onde habita na coluna de água em zonas costeiras de 25 a 100 m de profundidade. Faz migrações em grandes cardumes, que durante o dia se protegem dos
predadores em águas mais profundas e à noite sobem para águas mais superficiais para se alimentarem de algas e pequenos crustáceos.
Reproduz-se de Outubro a Abril, altura em que é mais magra, e a fêmea pode desovar 50.000a 60.000 óvulos. O peso mínimo de captura é de 11cm .

A sardinha, um peixe gordo, saudável e nutritivo, que previne doenças cardiovasculares e de Alzheimer, também ajuda a combater a depressão, entre outros benefícios, é uma fonte natural de:

  • Proteínas completas e de alto valor biológico;
  • Ferro;
  • Fósforo;
  • Magnésio;
  • Vitaminas A, B, D, E e K.

É classificada como um peixe gordo, mas devido à sua alimentação exclusivamente de plâncton, fornece-nos gordura de boa qualidade, do tipo polinsaturada, o ómega 3. Uma porção de 100 g de sardinhas fornece cerca de 1 g de ómega-3, sendo a sardinha um dos seis peixes mais ricos em EPA e DHA, juntamente com a truta, a cavala, o atum, o arenque e o salmão. O conteúdo lipídico e de ómega-3 varia, contudo, consoante a época. É mais rica em lípidos no verão, daí ser sobretudo consumida em Portugal nos meses de maior calor e tradicionalmente associada aos festejos dos santos populares.

Por que é que as mulheres devem comer sardinhas

A sardinha é ainda uma importante fonte de zinco para as mulheres, bem como de cobre, necessário para a formação de hemoglobina e de colagénio, substância utilizada para a estrutura da proteína e para a reparação de tecidos no corpo. Algumas das enzimas que este peixe contém também contribuem para a defesa do organismo contra os radicais livres, retardando os efeitos do envelhecimento.

Em termos práticos e objetivos, o seu valor nutritivo, sobretudo grelhadas, é inegável. 100 g de sardinhas contêm, em média, cerca de 208 kcal, cerca de 25 g de proteínas e 11,5 g de gordura, sendo dessa 1,5 g de gordura saturada, cerca de 3,9 g de gordura monoinsaturada, cerca de 5 g de gordura polinsaturada e 142 mg de colesterol, o que exige todavia alguma moderação no que se refere ao seu consumo.

Esta semana conhecemos o Polvo

Esta semana conhecemos o Polvo

O polvo é um molusco marinho da classe Cephalopoda, palavra grega que significa “cabeça-pé” e que remete perfeitamente para a sua estranha anatomia: os braços directamente ligados à cabeça. Existem fósseis de polvos com + de 90 milhões de anos, o que só comprova que este ser com ar de extraterrestre é efectivamente um dos seres mais inteligentes deste planeta.

Com dois ou três corações, sangue azul e 500 milhões de neurónios, os polvos são autênticos génios. Ninjas na arte da camuflagem, os polvos também conseguem ser mestres do kung-fu pois conseguem mexer cada braço de maneira independente.

O polvo é um molusco marinho da classe Cephalopoda, palavra grega que significa “cabeça-pé” e que remete perfeitamente para a sua estranha anatomia: os braços directamente ligados à cabeça. Existem fósseis de polvos com + de 90 milhões de anos, o que só comprova que este ser com ar de extraterrestre é efectivamente um dos seres mais inteligentes deste planeta.

Com dois ou três corações, sangue azul e 500 milhões de neurónios, os polvos são autênticos génios. Ninjas na arte da camuflagem, os polvos também conseguem ser mestres do kung-fu pois conseguem mexer cada braço de maneira independente.

Se todos estes truques não bastassem, os polvos ainda conseguem disparar jactos de tinta preta, como fossem uma impressora maluca e ainda conseguem fazer magia ao fazer puff e esconderem-se em fendas minúsculas, escapando da vista de qualquer predador. O polvo tem um corpo mole sem esqueleto interno e as suas únicas partes rijas são um bico semelhante ao de um papagaio e um nó de cartilagem no cérebro. Alimentam-se de peixes, crustáceos e outros invertebrados e para auxiliar a caça, os polvos têm olhos com uma estrutura semelhante ao do ser humano, com visão binocular e percepção de cor.

Rico em vitaminas do complexo B, o polvo tem poucas calorias, tornando-se na opção perfeita para consumir proteína magra e nutritiva. O polvo também é rico em aminoácidos que ajudam a regenerar as células e os músculos, tornando-se assim no aliado perfeito para quem pratica exercício físico.   Com baixo teor de gordura, o polvo também é uma boa fonte de ómega 3, que contribui para diminuir a inflamação e as doenças cardiovasculares. Contudo também é rico em colesterol, por isso deve ser consumido com moderação por pessoas com tendência para ter os níveis de colesterol alto.

Conheça 6 benefícios do Polvo

Combater Doenças Cardíacas

O Polvo é rico em Ómega 3, que age de duas maneiras para proporcionar benefícios ao sistema cardiovascular. O EPA regula a atividade das plaquetas sanguíneas, evitando coágulos de sangue, que podem levar a um AVC ou enfarte. O EPA também reduz os níveis de triglicéridos, um tipo de gordura que é má para o organismo quando está alta. Já o DHA ajuda a evitar arritmias cardíacas, estabilizando a atividade elétrica no coração.

Perda de Peso

O Polvo é bastante conhecido como um grande aliado nas dietas de perda de peso. Rico em vitaminas do complexo B, o Polvo tem poucas calorias, tornando-se a opção perfeita para consumir proteína magra e nutritiva.

Regeneração Muscular

O Polvo é muito conhecido no mundo fitness, graças ao grande número de aminoácidos que possui, que ajudam a regenerar as células e os músculos, tornando-se assim o aliado perfeito para quem pratica exercício físico.

Regulação da Pressão Arterial

Não é nenhuma novidade que o Polvo possui diversos princípios ativos que são essenciais para a saúde. O Polvo é rico em Ómega 3 que é capaz de evitar a formação das placas de gordura na parede das artérias e garantir a flexibilidade das veias e artérias, afastando o risco de doenças como hipertensão, aterosclerose, enfarte e derrames.

Combater o Colesterol

Muito apreciado na culinária portuguesa, o Polvo é bastante consumido, não só por causa da sua saborosa carne, mas pelos muitos benefícios para a saúde. Um dos seus principais benefícios é o auxilio ao combate do colesterol mau, graças à sua pouca quantidade de gordura.

Antioxidante Natural

Não é nenhuma novidade que o Polvo, assim, como muitos frutos e peixes do mar, é rico em Ómega 3, que é um poderoso antioxidante, responsável pela maioria das vantagens nutricionais oferecidas pelos pescados. Para atletas, os frutos do mar também ocupam um lugar especial nas refeições, por serem ótimas fontes de nutrientes como zinco, cálcio, selénio, ferro, vitamina B6 e proteínas de alto valor biológico e gorduras poli-insaturadas.

Como preparar

Disponibilidade

ANUAL

Escolher e conservar

O polvo deve apresentar uma pele lisa, de cor vibrante e muito húmida. A pele deve ser bem aderente à carne que por sua vez deve ser bastante firme. Os olhos devem ser brilhantes e salientes e o cheiro deve ser leve e adocicado com um ligeiro aroma a algas. As suas ventosas devem ser resistentes ao arranque. Os polvos têm uma vida útil muito curta, por isso só devem ser consumidos se tiverem a certeza que estão mesmo frescos. É possível apanhar salmonela ou outras formas de intoxicação alimentar se o polvo for mal conservado ou preparado, por isso certifiquem-se que compram polvos em superfícies comerciais de confiança.

Preparação

O polvo pode ser preparado inteiro ou pode ser separado em partes e pode ser cozinhado fresco ou congelado.

Como cozinhar

O polvo pode ser consumido cru ou cozinhado, contudo em Portugal é mais apreciado cozinhado. Pode ser consumido frio em saladas e entradas ou pode ser consumido quente assado no forno, grelhado, em caldeiradas, em cataplanas, em arroz, massas ou simplesmente cozido. Seja qual for a forma de cozinhar, o polvo deve ser sempre cozido previamente para ficar mais tenro. O tempo de cozedura do polvo depende sempre do seu tamanho e se é fresco ou congelado.

FRESCO: 1 HORA – 2 HORAS

Colocar o polvo numa panela coberto de água. Não acrescentar sal, tapar a panela e colocar em lume baixo. Após ferver a água, um polvo pequeno demora ± 1 hora a cozinhar e um polvo médio demora ± 2 horas. Espetar um palito no polvo e se entrar sem resistência, desligar o lume e deixar o polvo arrefecer dentro da panela tapada.

CONGELADO: 35 – 45 MINUTOS

Colocar o polvo congelado na panela e acrescentar 2 a 3 copos de água. Não acrescentar sal, tapar a panela e colocar a panela ao lume no mínimo. Após a água levantar fervura um polvo pequeno demora 35 minutos a cozer e um polvo médio demora 45 minutos. Desligar o lume e deixar o polvo arrefecer dentro da panela tapada.

PANELA DE PRESSÃO: 20 – 35 MINUTOS

Colocar o polvo congelado na panela de pressão com 2 a 3 copos de água. Não acrescentar sal e colocar a panela ao lume no máximo. Após levantar pressão baixar para lume médio e deixar cozinhar o polvo. Um polvo pequeno demora ± 20 a 25 minutos a cozinhar e um polvo médio demora 35 minutos.